sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Sorteio Matinê


Meninas, esse blog está promovendo seu primeiro sorteio. Estou sorteando uma fantasia de palhacinho, que foi usada pelo meu filho uma única vez em uma apresentação da escola. Ela está usada, mas perfeita. Serve em crianças de 2 a 5 anos (é só ajustar a alça). O nariz vermelho é novinho, comprei para acompanhar e completar a fantasia. Quer ganhar a fantasia? É fácil, leia o regulamento com atenção e faça tudo direitinho, ok?


Regulamento:

- Seguir o Baú de Tesouro by Flávia;
- Deixar recado neste post (e somente neste post) com o texto O KIT MATINÊ É MEU, com seu nome, nome de seguidor, cidade e e-mail;
- Válida apenas uma inscrição por seguidor;
- Se você divulgar o sorteio, manda o link pelos comentários e tem direito a mais inscrições. Cada uma das divulgações dá direito a uma nova inscrição. Se vc divulgar pelo Blog, Twitter (me add: @flaviasouza_jor), Orkut e Facebook, por exemplo, vc tem direito há cinco inscrições. Mas precisa enviar o link de cada divulgação, ok?
- A entrega do prêmio só será feita em território nacional;
- O seu número de participação será divulgado na janela Concurso;
- As inscrições acontecem até 23/02/2011;
- O sorteio será dia 24/02/2011 por meio do sistema Random.org e divulgado aqui no blog no mesmo dia.
- O ganhador será contactado por e-mail e terá 3 dias corridos para responder, fornecendo as informações para envio do prêmio;
- Caso o ganhador não responda a tempo, será realizado um novo sorteio.
Envie logo seu e-mail e participe!


Ah, tem outro sorteio de Carnaval no Conexão Flávia. Clique AQUI e participe!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Mãe de três

Apesar de ser a primeira filha de três, sempre me senti muito só. Provavelmente isso acontecia por ter irmãos meninos e assim, mais afinidades e interesses mútuos. Acredito que essa solidão fez nascer em meu coração o desejo em meu coração de ser mãe de muitos filhos.

Quando Caio nasceu descobri que a maternidade era mesmo a minha praia. E como sempre fiz questão de ser uma boa mãe (aliás, excelente - convencida ou exigente?), não tive pressa em partir para o segundo, pois queria curtir meu primogênito ao máximo.

Só quando meu pequeno já tinha cinco anos foi que engravidei novamente. Apesar de ansiar por muitos filhos, temia não ser capaz de amar o próximo na mesma medida. Mas quando as meninas nasceram, vi que esse medo era infundado.

Sendo mãe de três não sei se os amo na mesma medida, na verdade amor não se mede, porém o altruísmo que nasce em nós quando nos tornamos mãe, me faz afirmar que esse amor pelo meu trio não tem fim.

E quando o Caio resolve provocar as irmãs, dizendo que o amo mais, logo respondo: não o amo mais do que a elas, só o amo a mais tempo.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Confesso

O ano que passou foi bem difícil para mim. Foi um período em que minha vida deu uma desiquilibrada geral. Com isso, me senti excessivamente perdida como mãe. Foi a primeira vez que questionei não ser capaz de criar e educar meus filhos.
Uma série de fatores me levaram a entrar nessa fase ruim, mas a boa verdade é que a chegada dos dois anos das gêmeas me desestruturou. Costumo brincar que trocaram minhas filhas. Quando me perguntavam (e isso acontecia e acontece com certa frequência) como eu conseguia, a resposta fluia abraçada a um gostoso sorriso, pois enchia a boca para dizer que minhas filhas eram ótimas, calmas e que não davam qualquer trabalho.
Mas a situação se transformou com os dois anos. Elas ficaram terríveis de arrepiar, agitadas, respondonas e começaram a aprontar cada coisa. Deram até para dizer que uma era a outra (tudo bem, confesso que essa parte é leve e engraçada) e a colocarem a culpa dos seus atos em outras pessoas. Dia desses mesmo disseram que o Caio (que estava dormindo) havia lavado o sofá de suco, isso porque elas também estavam totalmente molhadas da bebida. Me sinto perdida e tenho que dizer que não sei direito como ensiná-las a não mentir (porque colocar a culpa no outro é mentira, né?).
Bom, quando o quesito é educação também confesso que passei por todas as fases: já abaixei para ficar na altura delas e olhando nos olhos explicar o que é certo e errado; deixei pensando no cantinho da disciplina pelo tempo indicado pelas nannys da TV, ou seja, um minuto por idade e, por fim, surtei total, passando para a fase das palmadas.
Sei que a partir de agora muitos estão me recriminando e deixarão de ler meus textos, mas sou cristã e a Bíblia ordena que disciplinemos com a vara. Então sinto até que estou pecando porque nem vara tenho, só uso mesmo as mãos com força suficiente para arder a parte mais fofa do seu corpinho, mas sem machucar. Espero que isso dê certo, porque elas andam me ignorando por completo quando dou bronca ou chamo a atenção.
Estou tão, tão, tão cansada fisicamente e emocionalmente. Mas, nem assim queria abrir mão de ser mãe full time - amo demais isso. Claro que minha vida sem babá, emprega, avó disponível é bem complicada, ainda mais trabalhando em casa. Ainda assim não queria deixar de acompanhar o desenvolvimento e descobertas das minhas pequenas.
Por mais de dois meses fui dormir digerindo a ideia de colocá-las numa escolinha, mas essa não era a minha vontade. Acho que as meninas ainda são muito novinhas para "estudar" e acabo sentindo que estarei terceirizando a educação delas. Sei que a realidade não é essa, então, mães mais resolvidas de plantão: ignorem minha angústia, mesmo que ela seja infundada.
Enfim, nessa primeira semana de 2011 decidi que vão para a creche em período integral. Vai ser bom para mim, pois terei mais tempo para a casa (que está um caos e amo o meu lar) e para dar andamento aos meus estudos (este ano farei minha tão sonhada pós-graduação). Também terei mais tempo livre (e cabeça) para dar andamento a projetos iniciados e correr atrás de mais trabalho e oportunidades.
De repente sobrará até tempo para brincar de jogos de tabuleiro com o Caio, que ganhou uma porção de Natal mas ainda não estreou porque não tem com quem jogar. Então, estou certa que essa dolorosa decisão será o melhor para a minha família. Mas será ainda mais especial para mim. E esse é o pontapé inicial do ano novo, rumo à muitas realizações, se Deus quiser.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz

Imagem tirada poucos minutos antes da ceia de ano novo.
Que nosso 2011 seja abençoado, em nome de Jesus

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Natal e valores

Estamos em semana natalina. Posto este texto na véspera de Natal pensando intensamente nos valores que transmitimos para nossos pequenos. É uma época festiva, em que ganhamos (e damos) muitos presentes. Mas como mostrar o verdadeiro significado da data, conseguindo que a criança entenda que não estamos falando de comércio (apesar da sua força nesse momento).
Uma querida brasileira que vive no Japão contou, em seu BLOG, que nesse período o país não pára. Trabalham incessantemente para as vendas natalinas, apesar de não comemorarem o nascimento de Jesus. E nós, que vivemos num país cristão, muitas vezes não celebramos da forma que deveria ser e acabamos como os japoneses: nos reunimos para comer, beber, dar risada, trocar presentes, mas deixamos o significado da data passar em branco.
Caio, que tem oito anos, já sabe que Papai Noel não existe. Talvez essa descoberta tão cedo (aos seis anos), tenha sido porque não tomamos cuidado, já que sempre o levamos para comprar os presentes junto. Mas, ainda assim, faz questão de ir conversar com o bom velhinho quando o encontra no shopping (tudo bem, ele vai atrás das balas que ganha, mas vai).
As meninas, que só têm dois aninhos, sentem medo quando vêem Papai Noel, mesmo de brinquedo. Não sei porque a figura do homem gordinho de barbas brancas tanto as assusta. Vivo explicando para elas que ele é bonzinho, um velhinho legal que dá presentes, digo que é o vovô de todas as crianças. Mas nem assim as conveço.
Hoje, antes de colocá-las em seus bercinhos, expliquei que deveriam dormir logo porque amanhã será um dia corrido, dia de festa. Elas logo se empolgaram, perguntando se era seu(s) aniversário(s). "Sim", respondi. "Natal é o aniversário do Papai do Céu (elas ainda não conhecem direito o menino Jesus, mas Papai do Céu é um velho amigo, já que todas as noites conversam com Ele), e também de todas as crianças e adultos, por isso comemoramos e ganhamos presentes", completei.
Difícil ensinar para os pequenos (especialmente quando ainda são bem pequeninos) o real significado da data, mas estou tentando. Com o Caio deu certo e ele sabe que celebramos o nascimento de Jesus, assim como conhece a sua história (mas é claro que o que mais gosta ainda é a entrega dos presentes).
Eu gosto de estar com a família (ok, tb gosto de presentes), mas nos reunir com aqueles que são importantes na nossa vida é sempre uma ótima opção. Meus filhos sabem disso, as muitas gargalhadas que dão quando estão com os avós, os tios e os primos mostram o quanto curtem estar com a família.
Então isso é o que verdadeiramente importa: estar com aqueles que amamos, não só nesta data, mas em muitas outras oportunidades. E, claro, sem esquecer de fazer o bem (não só nesta data, mas também em muitas outras oportunidades). E para fazer o bem, não é necessário grandes investimentos: às vezes, um sorriso, um abraço, uma palavra amiga ou uma mão estendida são verdadeiros presentes, e também os melhores. E que isso fique marcado na cabeça e no coração dos meus (e dos seus) pequenos.


Feliz Natal.

Essa é a Lyssa, a primeira princesa a chegar em casa

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Pedofilia


O assunto desta semana não é nada natalino, mas tem incomodado o meu coração. Isso porque há poucos dias uma colega, que é advogada, comentou que naquela semana a polícia havia prendido QUATRO pedófilos na minha cidade. Ela ainda encheu a boca para falar que eles moram no bairro mais nobre do município.
Naquele mesmo período, o principal jornal da região noticiou que um conhecido professor de Capoeira havia sido preso pelo mesmo crime, mas na cidade vizinha à minha. E, claro, me preocupei:
1º) Porque tenho filhos;
2º) Moro no tal bairro nobre citado e logo pensei que, de repente, poderia até conhecer um dos criminosos;
3º) Meu menino faz atividades extras, que vão além da escola. Assim, acaba ficando sozinho com professores (claro que só o deixamos com pessoas que parecem confiáveis, mas rosto bonito e cara legal não mostra do caráter do ser humano, tampouco revela seu íntimo).
Então o que fazer? Porque mesmo que evitasse que ele ficasse sozinho com o professor nas aulas particulares, a experiência (e os jornais) mostram que não podemos impedir mesmo quando as aulas são coletivas (afinal, de quem vocês acham que esse professor de capoeira abusava? E aulas de capoeira são, pelo menos até onde sei, em grupo).
Acredito que para evitar que menores caiam nas lábias desses perigosos bandidos, o ideal é que pais mantenham o diálogo aberto com os filhos. Inclusive porque não podemos colocá-los numa bolha até crescerem e saírem para o mundo, não é verdade? Por isso acho que, a partir de determinada idade, a melhor proteção é a conversa franca.
Logo que fiquei sabendo dessas brutalidades aqui tão pertinho da gente, comentei o assunto com meus pais na mesa, enquanto lanchávamos. Meu filho, que tem oito anos, em outro cômodo ouviu o assunto e correu para perguntar o que era pedofilia. Confesso que na hora fiquei meio sem chão, difícil responder a essa pergunta para uma criança que (graças a Deus) ainda é criança (sem qualquer noção de sexualidade).
Minha saída foi responder que pedófilos são adultos que tem prazer em fazer mal às crianças. Ele se contentou com a resposta, mas eu senti que não fui clara o suficiente. Conversando com o marido a respeito, ele acha que dei a resposta certa. Mas não sei, pois é tão fácil ludibriar crianças.
Bom, enquanto isso vou conversando com o Caio, falando para ele que NINGUÉM pode tocar em certas partes do corpo dele (nem "amiguinhos", nem "adultinhos") e oriento a me contar logo se algo acontecer (graças a Deus o diálogo entre nós flui muito fácil). Também explico (sem cansar) que não deve acompanhar ninguém que não conheça (e mesmo se conhecer, para ir a qualquer lugar com aquela pessoa, tem que ter autorização dos pais), assim como não aceitar nada de estranhos (por mais tentadora que pareça ser a situação). E, por fim, falo que se pagarem-no a força, que grite, para que logo percebam que aquilo não está certo e é crime, e ele possa ser salvo.
Como mãe, às vezes (ou constantemente) ouço histórias que me deixam apavorada. Mas o que mais posso fazer senão conversar com meus filhos, orientá-los, mostrando que o mundo não é bonzinho o tempo todo, como também não é ruim o tempo todo?
O que mais posso fazer senão pedir para Deus cuidar das minhas crias, proteger meus pequenos e livrá-los do mal (e dos maus)? Só posso dormir a noite sossegada porque ESCOLHO CONFIAR EM DEUS.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Milagres da Vida

Um chorinho se deu e logo me mostraram aquele serzinho pequenininho, frágil e cheio de vida, com seus 42 cm e 2050 kg, aquela menininha não veio direto para os meus braços. Tiraram de dentro de mim, perguntaram seu nome, me mostraram e levaram minha Carolzinha embora para medir, pesar, limpar e tudo mais.

Porém, o processo não pára... outro choro, mas cadê o bebê? Não me mostraram o segundo bebê e logo fiquei aflita. Perguntava pela Mariana, mas só me respondiam que estava bem. Eu ouvia os choros, mas como saber se era de um ou dois bebês? Colocaram aquele lençol enorme na minha frente, eu não conseguia ver o que acontecia. E aqueles poucos minutos pareceram uma eternidade. Tudo me veio a mente e logo senti-me culpada. A culpa veio como uma avalanche: "por que não me cuidei melhor? por que não fiz repouso?" - eu me fazia mil perguntas, mesmo tendo feito tudo certinho como o médico indicou (e ele nunca me prescreveu repouso porque eu sempre estava ótima).

Mas minhas bebês resolveram chegar de 34 semanas, depois de eu ter passado dois dias andando muito. Certamente esse meu abuso acelerou o processo (não é caminhada que indicam para grávidas quando estão com as dores do parto, mas demoram para dilatar). Pois naquela madrugada de domingo cheguei ao hospital com 6 cm de dilatação e em menos de 30 minutos estava no centro cirúrgico para a cesária. "Eu quero ver minha bebê, porque não me mostram?". Eu estava realmente aflita e os médicos só respondiam, "Calma, ela está bem".

Meu coração só se acalmou quando trouxeram meus dois pacotinhos juntos e então foi um momento indescritível, ver que as duas estavam ali, na minha frente, saudáveis. Mariana, para minha felicidade, era "gordinha", nasceu com 44 cm e 2130 kg. Naquele momento descobri que o coração de mãe não se divide quando chegam mais filhos, ele aumenta e isso é mágico. O verdadeiro milagre da vida.